A importncia da participao do cirurgio oncolgico no Dezembro Laranja

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Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

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(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)

Dando continuidade ao Dezembro Laranja, iniciativa que faz parte da Campanha Nacional de Preveno ao Cncer da Pele, convido o doutor Henrique Camilo, cirurgio oncolgico da Rede Mater Dei de Sade e do grupo Oncoclnicas para tirar algumas dvidas sobre o tema.

1- Qual o papel do cirurgio oncolgico no tratamento dos tumores de pele?

O cirurgio oncolgico um dos pilares no tratamento multidisciplinar dos tumores de pele. responsvel por preveno, diagnstico, estadiamento e tratamento. Deve reconhecer qual o tipo de cncer de pele em questo, respeitando as singularidades da doena e do paciente em questo. Deve ser capaz de definir, em conjunto com as demais especialidades mdicas envolvidas, qual o melhor tratamento, podendo ser por meio de cirurgia, medicamentos, radioterapia ou mais de uma opo. O tratamento cirrgico deve respeitar os princpios tcnicos oncolgicos e o melhor momento de realiz-lo.

2- comum o cirurgio oncolgico fazer procedimentos em conjunto com o dermatologista ou o cirurgio plstico? Como estas especialidades podem se juntar no combate ao cncer de pele?

Em grandes centros oncolgicos de referncia podemos contar com essa variedade de especialidades mdicas que atuam em intercesso nos procedimentos. A sinergia dessa associao eleva as chances de cura. Por exemplo: diagnstico clnico na maioria das vezes inicia-se pelo dermatologista, cujo olhar clnico diferenciado capaz de identificar leses suspeitas, com ou sem auxlio de tecnologias como a dermatoscopia digital. Resseces cirrgicas amplas e com acometimento de rgos profundos podem exigir a participao de um cirurgio oncolgico. Em seguida, as reconstrues dos defeitos anatmicos, quer seja pela extenso da extirpao ou pela nobreza da rea envolvida, vo demandar a experincia de um cirurgio plstico. Lembrando que muitas vezes possvel que um desses profissionais seja capacitado para realizar sozinho as trs etapas na ausncia dos colegas em determinados servios oncolgicos.

3- Quais os principais cuidados aps a resseco de um cncer de pele?

Num primeiro momento, devemos dar ateno cicatrizao das feridas cirrgicas. Paciente e cirurgio devem estar atentos, a fim de se evitar complicaes como infeco, deiscncia (abertura indesejada de pontos), sangramentos, seromas, necrose de pele, perda de retalhos e enxertos, queloides e outros. Orientar o paciente sobre os cuidados locais obrigao do mdico para o melhor resultado possvel: como e quando lavar a ferida operatria, uso ou no de medicamentos tpicos, exposio solar, banhos de imerso quando retirar os pontos e retornos ambulatoriais peridicos para reavaliao. Checa-se o resultado de anatomia patolgica do tumor ressecado, considerando ento a necessidade ou no de mais tratamento, que pode ser desde uma nova interveno cirrgica, avaliao da oncologia clnica e/ou radioterapia para complementao de tratamento.

4- As chances de recidiva (ou recada) de um cncer de pele so altas? O que pode ser feito para diminu-las?

Assim como todo cncer, a recidiva vai depender do tipo de tumor de pele em questo, o momento do diagnstico, quo completo e adequado foi o tratamento e o acompanhamento do paciente no ps-operatrio. Para se evitar essa questo to indesejada, tanto pelo paciente quanto pela equipe mdica, fundamental o encaminhamento do paciente para um centro oncolgico de referncia para avaliao multidisciplinar. Lembrando que, aps o tratamento, imprescindvel o acompanhamento mdico peridico para seguimento oncolgico.

Tem alguma dvida, ou gostaria de sugerir um tema? Escreva pra mim: carolinavieiraoncologista@gmail.com



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