Ana Paula Siebert sobre maternidade: “Abro mão de muita coisa para ficar com a minha filha” – Quem

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Ana Paula Siebert e Roberto Justus com Vicky (Foto: Arquivo pessoal)

Ana Paula Siebert tem se saído tão bem como mamãe de primeira viagem que Roberto Justus, que já era pai de quatro antes do nascimento de Vicky, de dez meses, brinca que parece que os dois inverteram os papéis e que ela é a experiente no assunto. Aos 33 anos, a influencer afirma que é uma mamãe tranquila. 

“Eu sou muito tranquila. O Roberto brinca que até parece que sou eu que tenho os cinco filhos e não ele (risos). Ele é mais desesperado. Fica preocupado se a Vicky coloca mão suja de areia na boca, tem medo que ela caia e se machuque ou que engasgue”, diz ela, que elogia o lado paizão do empresário.

“Tenho muita gratidão pelo marido que tenho. Ter outro filho não era uma prioridade dele, mas ele realizou esse meu sonho e hoje vejo o quanto ele se realizou novamente como pai. Eu pensava: ‘Será que ele vai amar tanto a Vicky após tantos filhos?’. Mas ele ama a Vicky com a mesma intensidade que ama os outros quatros. Ele é um pai presente e que ama brincar com ela e dar atenção. Só a parte da fralda e do banho que ele deixa para mim (risos). Meu sonho era ver o Roberto trocando uma fralda de número dois (risos).”

Ana Paula Siebert e a filha (Foto: @higorblanco)

Ana Paula Siebert e a filha (Foto: @higorblanco)

AMAMENTAÇÃO
Apesar de tirar de letra os cuidados com a filha, Ana Paula teve que ser forte para seguir com o sonho de amamentar Vicky. Ela explica que o primeiro mês foi de muita dor e machucados.

“Eu sonhava em ter a Vicky de parto normal, mas não consegui porque ela estava sentada com o cordão enrolado no pescoço. Foi cesárea por segurança. Como não consegui ter o parto do jeito que queria, fiz questão de amamentar, mesmo sentindo muita dor no peito. Foram trinta dias de muita dor, de machucados, feridas… Eu rezava Ave Maria para me dar forças enquanto a amamentava. Eu achava que nunca ia amamentar com prazer, mas fiz laser e depois foram cinco meses de muito amor e prazer em amamentar. É uma conexão muito grande. Se me perguntassem se eu toparia passar por tudo isso novamente, diria que sim. Mas entendo as mães que desistem porque realmente dói muito.”

Após o nascimento de sua primeira filha, Ana Paula entendeu ainda mais a necessidade de se ter mais sororidade com as mães. Ela sentiu na pele a pressão que as mães sofrem da sociedade para seguirem padrões de criação dos filhos. Mesmo diante de muitos conselhos e algumas críticas de internautas, ela não se intimida em ser sincera ao dividir com seus dois milhões de seguidores do Instagram suas escolhas, como quando decidiu fazer o desmame de Vicky aos seis meses.

“As pessoas criam padrões e sempre acham que o padrão que elas criam é o correto. Não existe certo e errado na maternidade. Cada mãe sabe o que é bom para ela mesma e para o bebê. Ninguém tem que se meter. Eu não tenho medo de me expor e receber críticas. Várias pessoas me falaram para não contar que eu tinha parado de amamentar a Vicky aos seis meses. Por que? Eu fiz essa escolha do desmame e no final sofri mais que a Vicky, que estava já começando a introdução alimentar. Chorei muito. Mas ela hoje já come de tudo, peixe, carne, grãos e frutas”, explica.

Ana Paula Siebert e Roberto Justus  (Foto: Reprodução/Instagram)

Ana Paula Siebert e Roberto Justus (Foto: Reprodução/Instagram)

CASAMENTO
O julgamento também veio quando ela decidiu viajar, logo após o desmame, para as Ilhas Maldivas só com o marido. Ana Paula postou fotos da viagem, que foi essencial para renovar os laços e também um momento para ela poder arejar a cabeça.

“Fiz uma viagem de uma semana. Teve gente que falou que eu tinha feito o desmame para poder viajar. Um absurdo. Eu nem estava planejando a viagem, mas consegui viajar porque a Vicky já não estava mamando mais. E essa viagem foi muito importante para o nosso casamento. Nos primeiros quatro meses da bebê em casa, o Roberto virou um vaso. Ele brinca que ele e um vaso eram a mesma coisa. É verdade. A mãe acorda a noite inteira, está se acostumando a amamentar e quando não está com a bebê, está trabalhando. A gente abandona um pouco o marido, a si mesma. Acho importante os momentos do casal e isso que me motivou viajar com ele e sem ela. Foi o nosso reencontro como casal e me ajudou a relaxar também”, conta.

“Mas se eu falasse que os comentários não me incomodaram, estaria mentido. Mas não deixo de fazer nada por causa deles. A mulher já tem tantas pressões na sua própria cabeça. Ela não precisa dessas externas. Acho que a mãe não pode se esquecer que antes de ser mãe, ela é uma mulher, que ela também tem uma vida com o marido, que tem amigos… Ela tem que ser feliz consigo mesma. Tem mãe que deixa o trabalho e é feliz assim. Não acho errado. Outras não abrem mão do trabalho. Temos que aprender a respeitar cada mãe e parar com essa mania de julgar a maternidade”, avalia. 

Ana Paula Siebert e a filha (Foto: Reprodução/Instagram)

Ana Paula Siebert e a filha (Foto: Reprodução/Instagram)

TRABALHO
Enquanto estava grávida, Ana Paula planejava tirar pelo menos um mês de licença-maternidade, mas na prática ficou apenas dez dias. Mesmo de casa, por causa da pandemia, a influencer seguia fazendo ensaios fotográficos, vídeos para as marcas e cumprindo contratos. A correria acabou prejudicando a cicatrização da cesárea e ela passou recentemente por uma cirurgia para arrumar isso e trocar as próteses de silicone nos seios, que acabaram se deslocando com a amamentação.  

“Planejava um mês, mas não aguento ficar parada. Dez dias após o parto, estava trabalhando. Tenho muitos clientes com contratos longos, que não pararam com a pandemia, apenas foram adaptados para o home office. Deixei os eventos e viagens de lado. Isso foi bom porque pude ficar com a minha filha enquanto trabalhava. Mas de tanto que me mexi, tive que refazer a cicatriz da cesárea. Aproveitei e também troquei as próteses de silicone que eu tinha nos seios. Por causa da amamentação, elas se deslocaram e dependendo da roupa, me incomodava e chegava até a doer. O médico sugeriu que eu fizesse a cirurgia o quanto antes para aproveitar, até mesmo que estamos na pandemia, e consigo ficar mais em casa para me recuperar”, diz.

Roberto Justus e a caçula (Foto: Reprodução/Instagram)

Roberto Justus e a caçula (Foto: Reprodução/Instagram)

Ela só está sofrendo por ter que ficar um mês sem poder carregar Vicky no colo. “A pior parte da recuperação pós-cirurgia é ficar um mês sem poder pegar ela no colo. É muito difícil ver ela pedindo colo e não poder dar, mas ainda bem que por causa da pandemia, o Roberto está em casa o tempo todo e fica com ela. Ela é apaixonada pelo pai. Ela já sabe falar mamãe e papai, mas quando peço para ela dizer mamãe, ela fala papai (risos). Eles são muito grudados.”

Mesmo com a sintonia grande entre pai e filha, Ana Paula garante que a filha é seu clone. “Eu brinco que ela é meu clone. Ela já gosta dos meus pinceis de maquiagem, do lip balm… É engraçado porque está acostumada a ficar no colo do pai enquanto eu me maquio e começou a apontar para as minhas coisas pedindo. Ela ama assim como a mãe. Sempre gostei de maquiagem.”

Ana Paula Siebert  (Foto: Reprodução/Instagram)

Ana Paula Siebert (Foto: Reprodução/Instagram)

NOVA MULHER
Ana Paula vê os impactos da maternidade no espelho e também no emocional. Ela conta que tem curtido as novas curvas e o temperamento mais calmo.

“Amamentar ajudou a emagrecer. Quando eu parei de amamentar, estava só dois quilos acima do meu peso normal. Emagreci aos poucos. Perdi os quilos, mas o corpo se transforma. Tinha um corpo de menina e agora estou com um corpo mais de mulher. Gosto muito mais assim”, conta. 

“Depois de me tornar mãe, me tornei uma pessoa mais calma também. Eu era uma pessoa muito agitada, explosiva, nervosa… A Vicky me deixou muito mais calma. Não gosto de me estressar com coisas pequenas mais. Isso começou na gravidez porque eu não queria passar estresse para o bebê e fui buscando mudar isso em mim. Foram os nove meses mais felizes do mundo. Percebi que preferia ser feliz do que ter razão sempre.”

PRIORIDADES
As prioridades de Ana Paula também são outras após a chegada de Vicky. Ela diz que até deixou de lado alguns cuidados, que exigiam tempo em salão, para ficar com a filha.

“A maternidade tem o poder de transformar nossas prioridades. A rotina de mãe é muito diferente. Estou dormindo menos, me cuidando menos e sendo menos vaidosa. Estar arrumada faz parte do meu trabalho e além disso, sempre fui vaidosa e gostei de me arrumar, mas cheguei a ficar seis meses sem pintar o cabelo porque queria ficar com a minha filha. Se tiver que escolher entre o salão de beleza ou a Vicky, escolho a minha filha. Abro mão de muita coisa para ficar com a minha filha”, diz.

Ana Paula Siebert e a filha (Foto: Reprodução/Instagram)

Ana Paula Siebert e a filha (Foto: Reprodução/Instagram)



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