“As pessoas mudam o rosto ao longo da vida. É um bocadinho isso que acontece com o vírus. “– afirma presidente da Associação Portuguesa de Epidemiologia

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CANAL S+ / VD

05-02-2021 13:34h

As recentes mutações do SARS COV 2 de que temos tido notícia, como sejam a variante britânica, sul-africana, brasileira e mexicana são um processo biológico normal a que todos os microrganismos estão sujeitos. Ao Canal S+, Elisabete Ramos explica que “as pessoas mudam o rosto ao longo da vida. É um bocadinho isso que acontece com o vírus”.

A epidemiologista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) adianta que quanto maior é a incidência do SARS COV 2 junto da população, maiores são as probabilidades do vírus sofrer novas mutações.

Elisabete Ramos receia, por isso, que “Se ele for mudando a carapaça, se as mudanças são pequenas, as vacinas estarão dentro da sua eficácia. Se ele consegue fazer uma cirurgia plástica completa, o sistema imunitário não o vai detetar”, alerta a especialista.

Elisabete Ramos congratula-se com a possibilidade de a comunidade científica internacional poder estudar as novas variantes e assim percebermos a evolução do SARS-COV 2, mas lamenta que se trate de um agente infecioso “pouco agressivo (…) Na verdade, ele tem uma letalidade baixa. (…) Por outro lado tem esta capacidade de o tornar mais fácil disseminar-se”, sublinha.

Um dos aspetos que continua a preocupar cientistas, investigadores e clínicos de todo o mundo prende-se com as sequelas motivadas pelo vírus.

Se hoje já temos relatos de efeitos prolongados no tempo, em doentes infetados pelo SARS-COV 2, com perda de paladar, de olfato, dores de cabeça, encefalites ou acidentes vasculares cerebrais, na verdade é preciso tempo para confirmar a correlação entre o vírus e estes quadros clínicos e saber até que ponto são permanentes ou de incidência passageira.

A epidemiologista Elisabete Ramos do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto afirma nesse sentido que “falta compreender quais vão ser as sequelas que este vírus deixa”, mas mostra-se otimista e acredita que “Se conseguirmos bons tratamentos e uma estratégia, via vacina, de proteger pessoas mais vulneráveis, vai ser um vírus que nós até vamos conviver relativamente bem”.

Dados divulgados esta semana em Portugal, por diversos especialistas de laboratórios de patologia clínica, indicam que em Portugal mais de 50% dos casos de novas infeções por SARS-COV2 resultam da mutação britânica.

 



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