Botox e harmonização devolvem autoestima a quem sofreu paralisia facial

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Caracterizada como uma inflamação do nervo facial que controla a contração da musculatura do rosto, a paralisia de Bell é um fenômeno raro, periférico e temporário, mas que abala – e muito! – a autoestima de quem é acometido pelo quadro. Estima-se que, no Brasil, pelo menos 80 mil pessoas já tenham tido a condição. O tratamento ocorre por meio de remédios, estímulos na área e fisioterapia. No entanto, no caso de quem ficou com sequelas permanentes, existem algumas intervenções estéticas que ajudam a retornar a aparência que se tinha antes da paralisia.

Os dois principais são a toxina botulínica (botox) e o ácido hialurônico. Segundo a cirurgiã plástica Marcela Caetano Cammarota, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), ambas as substâncias são utilizadas com frequência para manutenção estética, mas foram criadas inicialmente para a resolução de aspectos médicos.

De acordo com o cirurgião dentista Willian Ortega, os procedimentos são aplicados conforme as características dos pacientes em pontos específicos. Assim, é possível balancear o grau de abertura do sorriso para os dois lados e melhorar o fechamento do olho afetado pela paralisia, entre outras vantagens.

“Os procedimentos servem para compensar o que ficou de sequela da paralisia e não foi resolvido por tratamento de reanimação dos músculos. Por isso, eles recebem o nome de compensatórios”, afirma.

Antes de aderir às intervenções, é preciso fazer como a carioca Dhully Zanela. A jovem apostou no tratamento de reativação do músculo atingido pela paralisia. Desde o final de novembro, a influenciadora digital de 18 anos se submete a cuidados que envolvem remédios, eletrochoque e fisioterapia na área afetada.

A paralisia do lado direito do rosto aconteceu dias depois do aniversário, em seguida a um aborrecimento com o pai biológico. O turbilhão de emoções causou dores de cabeça fortes por cinco dias seguidos e um tremor no lábio superior. O episódio, inclusive, foi documentado e publicado no Instagram, em tom surpreso e tranquilo.


No dia seguinte, conforme conta a mãe da blogueira, Deise Ana Ferreira, ela acordou com o olho direito lacrimejando e com o rosto torto. “Depois, ela me disse que a mão estava dormente. Troquei de roupa correndo e fomos ao hospital. Lá, nos explicaram do que se tratava e receitaram os cuidados”, relembra.

A carioca não sente dor na área. O baque foi grande, mas não a impediu de continuar com o trabalho midiático, no qual usa principalmente a própria imagem. Segundo a mãe, compartilhar com o público todos os detalhes do momento complexo auxilia a aceitação da jovem e traz leveza ao processo de reversão. Atualmente, ela divide com mais de 340 mil seguidores no Instagram a rotina de tratamento e informações sobre o assunto.

Em vídeo, a jovem fez um alerta aos seguidores, dizendo: “As tremidinhas não são normais. São perigosas. Evitem estresses, se cuidem, não guardem mágoas, isso nos corrói por dentro e afeta nosso sistema nervoso”. No entanto, não há comprovações médicas de que a paralisia tenha origens emocionais.

“Não tem previsão de melhora, é algo progressivo que varia de organismo para organismo. No caso dela, está sendo bem rápido”, revelou a mãe, acrescentando que ainda não pensaram na possibilidade de fazer tratamentos estéticos, mas não vem empecilhos caso seja necessário.

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Rapidez

Willian Ortega complementa que a paralisia precisa ser tratada de prontidão. “Quando o nervo facial ‘desliga’, o tratamento imediato facilita o ‘religamento’. A partir de quatro a seis meses depois dessa parte é que começa o cuidado com as sequelas”, afirma. “Se passou muito tempo, tentamos a reanimação da musculatura também, mas pode não apresentar o mesmo resultado. Em seguida, entramos com o procedimento compensatório.”

Segundo o especialista, o cuidado em torno do uso dos procedimentos é o mesmo para todos os outros. “Muito importante procurar um profissional qualificado e que saiba o que está fazendo. A aplicação precisa ser muito pensada para agir do jeito certo, incluindo o tanto que será usado”, salienta.

O cirurgião dentista acrescenta que, em seu consultório, é perceptível a mudança que os procedimentos proporcionam à autoestima. Segundo ele, a imagem afeta diretamente o modo como a pessoa vive e o amor próprio.

Exemplos

Além da jovem, outros famosos e personalidades da web já tiveram a paralisia. Entre os exemplos, estão Angelina Jolie, em 2017, e a youtuber e modelo Dainara Pariz. A influencer recebeu botox funcional, aplicados por Willian. Aos 19 anos, ela já teve paralisia três vezes.

Autoestima: botox e harmonização auxiliam pessoas com paralisia de Bell



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