Casarão da Tuiuti preserva riqueza histórica de Santos

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A edificação residencial mais antiga de Santos é conhecida por dois nomes: Casarão da Tuiuti e Palacete Mauá. Foi construída em 1818, possui 3 mil m² e mantém seus traços arquitetônicos mesmo depois de diversas reformas.

A construção já foi sede de diversos eventos importantes ao longo de sua história e também já serviu de cenário para algumas produções televisivas.

 

Moradia

O Palacete serviu de moradia para o influente coronel José Antônio Vieira de Carvalho, governador da Fortaleza de Itapema e de outras fortificações locais. Ele também foi vereador, juiz e presidente da Câmara Municipal.

Na época, foi registrado com o endereço Rua da Praia, casa 1.

Um dos primeiros grandes acontecimentos no casarão foi o casamento de uma das filhas do coronel, Ana Zeferina Vieira de Carvalho, com o negociante português Barnabé Francisco Vaz de Carvalhais, que aconteceu no dia 4 de março de 1822 – com uma festa pra lá de requintada – e era intitulado com o casamento mais concorrido de Santos.

Ainda em 1822, é provável que tenham ajudado a recepcionar D. Pedro I no casarão entre os dias 5 e 7 de setembro, período que antecedia a Independência do Brasil.

Décadas depois, se tem o registro de que o Casarão abrigou tropas do Império durante a Guerra do Paraguai, no período entre 1864 e 1870 (foi o conflito de maior duração e proporção de toda a história da América do Sul).

 

Empresas

O local também já foi sede dos bancos Mauá, Santos e Mercantil, além da exportadora Hard Hand.

Na década de 1850, o famoso Barão de Mauá, Irineu Evangelista de Sousa, um dos responsáveis pela construção da estrada de ferro São Paulo Railway (Santos-Jundiaí)

Veja também: Estação do Valongo, uma relíquia da arquitetura santista

decidiu investir no setor bancário, criando uma instituição com o seu nome: o Banco Mauá. Ele instalou uma filial em Santos, e em 1858 enviou proposta de compra do imóvel à Ana Zeferina e Barnabé, proprietários até então.

Mauá escolheu o local pois era estratégico para as operações do banco, já que ficava próximo a importantes consulados, como o italiano e o norte-americano, além da velha Alfândega de Santos. Teve sua falência decretada em 1875.

Já em 1904, a exportadora norte-americana Hard Hand – uma grande firma exportadora de café – passou a ocupar o palacete, ampliando o imóvel e construindo armazéns de café em seu entorno. Teve suas atividades suspensas em 1977.

 

Maior baile da cidade

No carnaval de 1882, o prédio foi sede do luxuoso e maior baile santista, chamado ‘Festa dos Meteoros’.

Considerado um dos mais badalados da história da cidade, o baile foi organizado por Antonio Freire Henriques, um dos fundadores do Clube XV.

“…Foi deslumbrante a Festa dos Meteoros, no Palacete Mauá, caprichosamente adornado desde o portão de entrada até o buffet, um verdadeiro bosque de flores e paineiras entrelaçadas, tudo iluminado por lanternas avenezianas. No salão de danças, muitas luzes, muitos espelhos e muitas flores… Ao primeiro número formaram-se logo sessenta pares da melhor elite! O serviço de buffet, a cargo do Hotel Central, foi de primeira ordem. O mais suntuoso e brilhante baile que temos assistido em nossa Cidade”. – jornal Diário de Santos (março de 1882).



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