Comida não é remédio… e nem veneno | Marcio Atalla

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Hoje existe uma relação perigosa com a alimentação. Os alimentos foram elevados ao nível de heróis ou assassinos, tendo poder de matar ou curar as pessoas…

Isso me deixa bastante preocupado, afinal de contas comer e beber são algumas das coisas que temos prazer em fazer na vida, são motivos para reunir amigos e família, além de serem atos necessários à nossa sobrevivência.

Claro que podemos, e devemos, ter uma alimentação bacana, equilibrada, com boas escolhas, feita com parcimônia e bom senso. O que definitivamente não significa que as pessoas devam ficar enlouquecidas procurando o “suco detox de todo dia”, ou achar que se não comer a cenoura com chia, vai ter essa ou aquela doença.

Sim, muitos trabalhos comprovam os benefícios de diversos alimentos, sobretudo as frutas, grãos, legumes. Mas não existe nada ou nenhum alimento que possa, por si só, fazer uma pessoa ser saudável ou não. Alimento é coadjuvante no tratamento e prevenção das doenças. Os estudos que mostram a ação benéfica de determinado alimento, como a chia, chá verde, entre outros, são estudos onde o uso é diário e por um longo período, para se ter algum benéfico. O que dificilmente acontece na vida das pessoas. Mas isoladamente, sem cuidar de outras variáveis do estilo de vida, não fará milagre, não será remédio. Assim como, do contrário, ou seja, consumir alimentos como embutidos, açúcar, gordura, conservantes, não significa que a pessoa irá ficar doente, e ou ser “envenenada”.

Fico triste em ver as pessoas se negando a comer um doce ou um pão, um pedaço de carne, ou adoçar o café com açúcar, porque acham que esse é o inicio do fim. Ou mais triste ainda, ao vê-las comendo com culpa, e depois se martirizando porque cometeram esse “terrível pecado”.

Uma pesquisa feita mostrou francesas e americanas reagindo a um trota de chocolate. As americanas rejeitavam porque achavam que não podiam comer. As francesas, sorriam e aceitavam um pedaço pequeno de torta. Isso demonstra bem a relação que as diferentes nacionalidades desenvolvem com a comida, e claramente, revela que esse comportamento não condiz com o nível de obesidade, excesso de peso e qualidade de vida das pessoas, já que as estatísticas americanas superam as francesas em muito.

De verdade, não há nenhum problema em extrapolar na alimentação, de vez em quando. Eu diria que é até bom. Se na maior parte dos seus dias, você procura fazer boas escolhas e manter o equilíbrio e as porções em tamanhos adequados, extrapolar dá um novo gás, e no final das contas, quando o corpo está acostumado a boas escolhas, extrapolar significa apenas uma ida extra ao banheiro no dia seguinte.



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