Como perder peso e não ganhar novamente

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Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

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*Por Jane E. Brody

Muitas pessoas que lidam há anos com o excesso de peso sabem que a parte mais difícil e, com frequência, mais frustrante, não é perder peso, mas não o recuperar.

Nas últimas décadas, vimos incontáveis dietas populares que prometeram eliminar os quilinhos indesejados, e, à medida que cada uma delas fracassava em longo prazo, surgiam novas receitas para perder peso.

Afinal, a dieta é algo que as pessoas continuam a fazer. Muita gente vê as dietas como meios para chegar a um fim, e poucas pessoas que fazem algum tipo de dieta de restrição alimentar para perder peso desejam se alimentar dessa maneira para sempre. É aí que mora o problema, e o resultado disso é a incontrolável epidemia de obesidade.

Ricos ou pobres, todos estamos cercados de alimentos calóricos, frequentemente saborosos, mas sem os ingredientes que nutrem um corpo saudável. “Não dá para passar dois minutos sem ver alguma coisa para comer”, afirmou Suzanne Phelan, principal autora de um estudo encorajador publicado recentemente na revista científica “Obesity”.

Até mesmo as pessoas mais diligentes têm dificuldades para resistir constantemente às tentações. E basta fugir uma vez da dieta para não voltar nunca mais, e ganhar muito mais rapidamente todos os quilos que foram perdidos a duras penas.

Esses fatos, porém, não devem desencorajar quem deseja emagrecer de verdade. Os pesquisadores identificaram as estratégias e os processos mentais que permitem que milhares de pessoas – incluindo eu – percam muito peso, sem recuperá-lo por muitos anos.

O novo estudo, liderado por Phelan, professora de cinesiologia e saúde pública da Universidade Estadual Politécnica da Califórnia, identificou hábitos e estratégias que podem ser fundamentais para o sucesso de milhões de pessoas que desejam perder peso. Assim como os planos mais comuns, a dieta envolve o consumo de alimentos saudáveis e a prática de atividades físicas. Entretanto, eles também incluem práticas importantes de automonitoramento e estratégias não punitivas para lidar com a situação, fundamentais para o controle do peso em longo prazo.

O estudo, realizado com verbas do WW (como os Vigilantes do Peso são conhecidos atualmente), envolveu quase cinco mil integrantes do grupo, que perderam em média 22,5 quilos e não voltaram a ganhar peso por ao menos três anos. Os hábitos e processos mentais dessas pessoas foram comparados aos de um grupo de controle com mais de 500 pessoas obesas que recuperaram o peso perdido, ou que não conseguiram perder mais de 2,3 quilos ao longo de mais de cinco anos.

Phelan reconhece os desafios emocionais envolvidos na perda de peso em longo prazo. Segundo ela, “perder peso é um processo muito recompensador. As pessoas percebem e oferecem encorajamento. Mas tudo isso acaba na hora da manutenção”.

No entanto, ela rapidamente acrescentou: “Manter o peso fica mais fácil com o tempo, torna-se um esforço menos intencional, ainda que um pouco de esforço seja necessário para o sucesso. Depois de cerca de dois anos, os hábitos alimentares saudáveis se tornam parte da rotina. As escolhas saudáveis ficam mais automáticas, à medida que vão sendo repetidas. As pessoas se sentem mal quando fazem o oposto.”

Por outro lado, a perfeição não é um objetivo realista e pode ser fonte de grande frustração, afirmou Phelan. “Aqueles que conseguem perder peso sabem que vão pisar na bola de vez em quando, mas também sabem que podem se recuperar e entrar na linha novamente. Aceitam os lapsos e não assumem uma atitude derrotista. Em vez disso, sabem que existem altos e baixos e têm um plano para lidar com os lapsos. Isso é muito empoderador.”

Um exemplo pessoal de alguém que perdeu um terço de sua massa corporal e conseguiu manter o peso por meio século: prevejo e planejo as vezes em que serei confrontada com banquetes. Como um pouco menos antes, aproveito a festa e volto ao normal no dia seguinte. Em vez de passar vontade e dizer não o tempo todo, pratico a moderação.

Gary Foster, coautor do estudo e diretor científico do WW, explicou, no programa do grupo: “Todas as coisas continuam no cardápio. As dietas da moda são restritivas demais, e é isso que as relega ao fracasso. Defendemos a moderação, somos contra as dietas. As pessoas precisam encontrar hábitos e rotinas que tornem a perda de peso sustentável em longo prazo.”

E, assim como afirmaram muitas pessoas envolvidas no estudo, posso dizer que o tempo e a prática modificam permanentemente o que tenho vontade de comer, portanto raramente sinto que estou me privando de alguma coisa, ou que estou dizendo “não” a mim mesma. Admito que não sou tão boa em ignorar os desejos, como muitas das pessoas que participaram do estudo, e muitas vezes acabo saindo da linha. Mesmo assim, costumo controlar as quantidades que consumo.

O que consigo fazer melhor é monitorar meu peso. Eu me peso todos os dias. Quase todas as pessoas que foram bem-sucedidas em manter o peso se pesam ao menos uma vez por semana, o que permite ajustes de conduta antes que os números na balança aumentem significativamente.

“O que passa pela sua cabeça é tão importante quanto o que está no seu prato. O controle do peso é algo que você faz para si mesmo, porque sabe do seu valor e sabe que vale a pena cuidar de si”, afirmou Foster.

As pessoas devem deixar de lado a ideia de que “não podem gostar de si mesmas a menos que percam peso. Em vez disso, elas precisam ter autoestima e compaixão por si mesmas. O controle do peso é um processo positivo, não punitivo. Tratar-se mal não ajuda, é desmotivante.”

Uma das estratégias interessantes identificadas pelo novo estudo é ter alimentos pouco calóricos como frutas e vegetais sempre à mão. “Comemos o que vemos”, afirmou Phelan. Outra ideia igualmente importante é a seguinte: mantenha os alimentos altamente calóricos e pouco nutritivos longe dos olhos e, de preferência, longe de casa.

Outras táticas úteis usadas por quem consegue perder e manter o peso: estabelecer limites diários de consumo calórico e ter um diário para registrar tudo que é consumindo todos os dias.

Embora a atividade física, por si só, não ajude muito a perder peso, adotar uma rotina de exercícios dá mais liberdade a quem perde peso e ajuda a impedir que os quilos voltem. Como Foster me disse: “Se você não quer ganhar peso novamente, deve gastar tantas calorias quanto consome.”

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