Consumidores mais preocupados com a alimentação saudável

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A preocupação com a alimentação saudável ganhou muito mais força depois do surgimento do coronavírus, que trouxe à tona a importância da imunidade alta. Razão essa que mostra o consumo aquecido em hortifrútis de Rio Preto, com destaque para as empresas que tem oferecido e se especializado no serviço de delivery.

Com os restaurantes fechados para consumo no local há cinco meses, muita gente ainda em casa por conta do trabalho em home office e com as escolas fechadas e crianças tendo aulas remotas, a saída tem sido ir mais para o fogão, o que significa refeições mais saudáveis – embora os industrializados também estejam presentes na lista da compra das famílias.

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queroz (Esalq-USP), em publicação na revista Hortifruti Brasil, entre as mudanças de consumo relacionadas aos hortifrútis, o que deve permanecer no pós-quarentena é a busca por um estilo de vida saudável. Dentro desse contexto, para o setor, a necessidade será inovar e melhorar o comércio eletrônico de frutas e hortaliças no varejo e ampliar as opções de alimentos práticos, como os minimamente processados.

Em Rio Preto já tem empresa que atua desta forma, mesmo antes da pandemia de coronavírus. É o caso dos empresários Cristiane Manhani e Thiago Schiavetto, do Hortifrúti Pivotto Delivery, que só funciona nesse sistema. A empresa vai completar um ano agora em setembro e nasceu já sem loja física. Mas, se antes havia um escritório e uma geladeira industrial para um estoque, por enquanto o local físico foi transferido para home office e não há mais estoque de alimentos. “Temos trabalhado de acordo com os pedidos. Entro em contato com fornecedores e faço a entrega”, explica Cristiane.

O canal de comunicação é o Whatsapp, por lá o cliente vê o cardápio de frutas, legumes e verduras, escolhe o que quer e recebe em casa no dia seguinte, com uma taxa de entrega que varia de R$ 10 a R$ 15. E a vitrine são as redes sociais. “A pessoa escolhe de acordo com sua necessidade, se quer por unidades, aí vou lá, peso e monto”, diz.

Segundo Cristiane, no começo da pandemia as vendas explodiram, depois caíram e se estabilizaram. “Mas de maneira geral o movimento é bom, não tenho do que reclamar”.

Há cerca de um mês, o técnico em enfermagem Moisés Teles conseguiu tirar do papel sua ideia e assim nasceu a Moisés Teles Hortifrúti, empresa de venda em sistema de delivery. “É uma ideia antiga, que ficou no papel, mas entrou a pandemia e a crise nos faz pensar mais, aí o negócio entrou em operação.”

Segundo Moisés, os clientes fazem os pedidos pelo whatsapp e recebem no dia seguinte. A ideia é que a feira vá até a casa do cliente. “Optei por deixar a pessoa escolher, assim pode levar só o que tem necessidade, porque às vezes pode receber algo que não quer e ter um custo maior”, conta.

Ele compra diretamente de produtores rurais e, como está no começo do negócio, ainda está na fase dos investimentos. Estudante de administração, Moisés sabe que o retorno leva um tempo. “O resultado tem sido melhor do que esperava. O próximo passo é trabalhar com os produtos orgânicos”.

Aumento nas vendas

O casal Priscila e Renato Martins tem registrado o dobro de vendas durante a pandemia. É que em março, exatamente quando tudo começou, eles acabaram de fazer um investimento em sua empresa, um contêiner que foi transformado na Quitanda Móvel, na região do residencial Palestra. Antes, eles tinham uma Kombi e iam ao local. “As pessoas estão preocupadas com a alimentação. Quem costumava comer muito fast food agora tem cozinhado mais. Muita gente vem comprar, pede dicas de receitas”, conta Priscila.

Além das frutas, legumes e verduras, o casal também vende molhos, mel, pimentas e alguns itens secos. Segundo a empresária, a praticidade e a qualidade dos produtos são os diferenciais. Entre seus fornecedores, produtores rurais e direto na Ceasa de Rio Preto. “Os clientes procuram produtos frescos. Estão acostumados com a qualidade. A gente também lava, higieniza, corta e embala”, afirma.

Embora tenha apostado na loja física, os empresários não deixaram as entregas de lado. Muita gente também faz os pedidos pelo WhatsApp de um dia para o outro. “Levo de carro. Dependendo da distância ou se no meu caminho, nem cobro, ou dependendo a taxa é de R$ 5”, disse.

A comerciante Alice Aparecida da Silva Vio adora o conforto de ter uma quitanda perto de casa. Com isso, faz compras praticamente todos os dias, seja das frutas, temperos, legumes ou ovos. Casada, ela é mãe de duas jovens que estão em casa, uma estudante e outra em home office. “Tenho cozinhado muito mais agora. Até me empolguei. Estou testando algumas receitas, criando mais. E sempre tem no cardápio legumes, verduras e frutas”, afirma.



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