Dia mundial do Veganismo: por um consumo mais ético – Vogue

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 (Foto: Acervo Vogue)

Nesse 1 de novembro, Dia mundial do Veganismo, quero comemorar marcas, empresas e pessoas que nos ajudam a cultivar práticas conscientes. Com o avanço da crise climática, mais do que nunca, falar de veganismo é falar de futuro, é falar de sustentabilidade.

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Acredito e me proponho a te ajudar nesse processo de mudança de comportamento e para essa coluna especial de Dia do Veganismo trouxe o Gustavo Guadagnini (@grguada), diretor do Good Food Institute Brasil, uma das pessoas que me inspiram nessa jornada. Há anos, o Gus se dedica a elaborar uma nova abordagem relacionando veganismo, futuro e sustentabilidade.

“Hoje a gente está diante de um desafio central que é ‘como vamos fazer pra alimentar as quase 10 bilhões de pessoas que estarão no mundo até 2050 de uma forma que seja sustentável, saudável, que não colabore para o surgimento de mais pandemias e que não maltrate os animais’”, me contou o Gus. “Durante muito tempo a única solução pra isso era tentar causar uma mudança nas pessoas, promover uma alimentação vegetariana, por exemplo. Hoje, a tecnologia traz uma nova via de atuação: em vez de mudar a alimentação dessas 10 bilhões de pessoas, a gente trabalha para entregar a mesma comida que elas já consumiam, porém feita através de uma tecnologia diferente.”

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A ideia é: se você tem um hábito como comer hambúrguer de sexta-feira, por exemplo, a partir da tecnologia que o Gus mencionou, você continuaria a ir na mesma hamburgueria, pedir o mesmo prato, que teria o mesmo sabor, a mesma textura, porém teria sido feito de plantas e, assim, causaria só 5% do impacto ambiental em relação à antiga versão de origem animal. “Aí a gente sai da ideia de que o mercado de produtos plant-based é um mercado voltado ao nicho do veganismo, do vegetarianismo, e entra num conceito que é criar produtos à base de plantas pra todo mundo. É esse o centro daquilo que eu quero discutir: a gente precisa tirar a sustentabilidade do nicho.”

No setor da alimentação, usa-se o termo flextariano para definir aqueles que comem carne plant-based em alguns momentos da semana e, em outros, seguem consumindo carne de origem animal. Sempre falo que você não precisa ser vegano para ser cruelty-free, apoiar uma beleza livre de crueldade animal, uma das minhas maiores bandeiras. “Até pouco tempo atrás esses conceitos um pouco mais sociais, ambientais, de bem-estar animal, eram para poucos, restritos aos ativistas que viviam o veganismo. Portanto, as marcas eram cobradas a ter o mesmo nível moral, digamos assim, que esses consumidores, elas tinham que ser veganas, sustentáveis, livres de plástico, impacto zero…” disse o Gus. “Quando você tem um público que se define ‘imperfeito’, como os flextarianos, que não se converteu totalmente ao veganismo, nesse caso da alimentação, você começa a ter a possibilidade de as marcas serem também ‘imperfeitas’.”

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A ideia infantil e dicotômica de que há os bons e os ruins, veganos e “carnistas”, não responde às necessidades urgentes do momento que vivemos. A imperfeição e a contradição são intrínsecas ao ser humano e negá-las não é inteligente, como diz o Gus: “A gente tem que pensar que impactar 10% do consumo de 10 bilhões de pessoas representa muito mais do que 100% do consumo de só um punhadinho de pessoas”. Nesse contexto, o mais importante é se dedicar no processo, em busca de um consumo mais ético. Estamos todos juntos nesse desafio! Conte comigo, eu conto com você.



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