Enfermeira de Rio Preto se candidata para participar de testes da vacina contra Covid-19 | São José do Rio Preto e Araçatuba

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    Depois de constatar que preenchia todos os critérios necessários, a enfermeira Luciana da Silva Longhi não hesitou e se inscreveu como voluntária para participar da terceira fase dos testes da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa de biotecnologia Sinovac.

    Formada há nove anos, Luciana aguarda retorno da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), um dos 12 polos da pesquisa no Brasil, para descobrir se ajudará no estudo desenvolvido em parceria com Instituto Butantan.

    Ao todo, 9 mil profissionais da saúde, trabalhadores com prioridade por estarem mais expostos ao risco de contaminação, devem participar da pesquisa nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília.

    Em entrevista ao G1, a enfermeira, que atende diariamente pacientes com sintomas respiratórios, conta que a vontade de ajudar a superar a crise provocada pela pandemia foi o que a fez se candidatar ao corpo de voluntários.

    “Estou feliz. Não me arrependo. Acredito que vou ser uma das pessoas classificadas para poder participar. Quero que realmente dê certo, funcione. No meu coração, eu sinto e acredito que conseguiremos a vacina”.

    Testes da vacina contra a Covid-19 em Rio Preto começam em agosto

    Luciana relata que a doença transformou totalmente sua rotina de atendimento. Consequentemente, as consultas com os pacientes mudaram. O contato que antes era mais próximo, precisou ser deixado de lado por tempo indeterminado.

    “Desde quando começou a pandemia, nossa vida mudou de cabeça para baixo. Tivemos muitas orientações. Ninguém sabia como seria. Foi um impacto muito grande, que acredito que todos tiveram. O abraço e o pegar na mão foram barrados da noite para o dia. Até hoje está sendo difícil aceitar”.

    Fora do serviço, a enfermeira também alterou costumes por diariamente estar exposta ao risco de ser infectada pelo novo coronavírus. O abraço carinhoso na filha de 6 anos e o beijo no marido, por exemplo, precisaram ser adiados.

    “Precisei conversar muito com a minha filha. Desde que começou a pandemia, eu conversei bastante. Atualmente, eu chego em casa, e ela sabe que não pode me abraçar, chegar perto”.

    Para a enfermeira, é preocupante perceber que muitas pessoas ainda não tomaram ciência da gravidade da doença e continuam desrespeitando o isolamento social e as medidas para evitar novos contágios de Covid-19.

    “Sinceramente, é muito triste ver as pessoas reagindo dessa forma, porque vemos profissionais ficando doentes e outros morrendo. É muito frustrante”.

    De acordo com chefe do Laboratório de Virologia da Famerp, Maurício Lacerda Nogueira, a previsão é que os testes comecem a ser feitos a partir da primeira semana de agosto.

    Em Rio Preto, serão escolhidos entre 500 e 700 profissionais da saúde. A inscrição dos voluntários é feita pela internet. O candidato preenche um formulário e passa por uma triagem antes de ser convocado para o estudo.

    Durante o período de um ano, uma equipe formada por mais ou menos 15 profissionais acompanhará os participantes e coletará informações.

    Entre os recrutados, metade receberá duas doses do imunizante em um intervalo de 14 dias e a outra receberá duas doses de placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito.

    Os profissionais de saúde serão monitorados pelos centros de pesquisa por meio de exames entre aqueles que tiverem sintomas compatíveis à Covid-19.

    Coletiva da Famerp que trouxe como vai funcionar a vacina da Covid-19 em Rio Preto — Foto: Reprodução/TV TEM

    Assim, poderá ser verificado posteriormente se quem tomou a vacina ficou de fato protegido em comparação a quem recebeu o placebo.

    Toda vacina precisa passar por etapas importantes de estudo até ser aprovada para uso. Após a fase pré-clínica, com testes em animais, há 3 fases de testes em humanos, que precisam comprovar que a vacina é segura e produz anticorpos, sendo capaz de proteger contra o vírus.

    O Instituto Butantan, de São Paulo, tem um acordo de cooperação com o laboratório chinês Sinovac, que produz a vacina, e também coordenará as pesquisas de imunização no Brasil.

    Segundo anúncio feito pelo governador de São Paulo, João Dória (PSDB), a expectativa é que a vacina esteja disponível no final deste ano, se não ocorrer nenhuma intercorrência.

    A vacina da Sinovac já foi aprovada para testes clínicos na China. Ela usa uma versão do vírus inativado. Isso quer dizer que não há a presença do coronavírus Sars-Cov-2 vivo na solução, o que reduz os riscos deste tipo de imunização.

    Vacinas inativadas são compostas pelo vírus morto ou por partes dele. Isso garante que ele não consiga se duplicar no sistema. É o mesmo princípio das vacinas contra a hepatite e a influenza (gripe).

    Sendo assim, a vacina implanta uma espécie de memória celular responsável por ativar a imunidade de quem é imunizado. Quando entra em contato com o coronavírus ativo, o corpo já está preparado para induzir uma resposta imune.

    Cientistas chineses chegaram à fase clínica de testes – ensaios em humanos – em outras três vacinas. Uma produzida por militares em colaboração com a CanSino Biologics, e mais duas desenvolvidas pela estatal China National Biotec.

    Duas das mais promissoras vacinas contra a Covid-19 passarão por testes no Brasil

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