Leia a Crônica de Andreia Donadon Leal, artista residente em Mariana

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E se… e se…

“E se, e se” é reconhecida a produção literária do poeta mineiro, Gabriel Bicalho. Incompletude discursiva na poesia ao modo, gosto e interpretação textual do sujeito. Não há dúvida em relação ao jogo melódico das palavras implicadas na provocação do “se”, nos versos univocabulares do exímio escritor. Acalmem os ânimos e corações, o segundo matrimônio pode ser pior do que o primeiro! Sob pedras há mais pedras. O mesmo sol que dá câncer de pele repõe vitamina D. Os paradoxos se aproximam, razão e emoção se complementam ou se distanciam. Na lista de candidatos a prefeito, ninguém é flor que se cheire. Se posso votar em branco, por que votar em A, B ou C? Se posso anular meu voto, por que votar em branco? Se posso não votar, justificando, por que voto obrigatório? Quem tem razão: o edil de “se as máscaras ajudam, por que então um metro e meio de distância”? Se a distância e as máscaras ajudam, por que o confinamento? O jovem não entendeu bulhufas. Se não usa máscara em casa, por quê? Se a vacina é isto ou aquilo… Porquê, porquê… Se, se… Logo, se tenho liberdade de fazer questionamentos pouco relevantes para a vida diária, no entanto fundamentais à literatura, lanço as dúvidas: se o uso de benzodiazepínicos causa Alzheimer, por que o Rivotril, Diazepan, Alprazolan, Mifazolam, etc? Se risco de morte em cirurgia plástica, por que a cirurgia? Se dores musculares, por que Sinvastatina? Se corro o risco de morrer depois de uma intervenção cirúrgica, por que a cirurgia? Se tanto efeito colateral, por que drogas lícitas? Se posso gripar, por que tomar banho despido? Se fumar causa câncer e outras comorbidades, por que cigarro é droga lícita? A literatura nos coloca na pele de personagens bobos ou brilhantes. Permite voar de pés no asfalto ou deitados sobre um livro. Não acrescentarei nada à labuta rasa da Medicina na descoberta da vacina, com questionamentos infantis de “se isto ou aquilo.” Talvez à espera de momentos de leitura que levem ao riso, relaxamento ou introspeção. Não queria sair de casa, mas tenho que comer. Comer implica: sair para fazer compras. Não queria discutir com ninguém, porém devo marcar meu território: distanciamento. Penso, existo, me enervo com escândalos, patifarias, injustiças e covardias. A fome me embrulha o estômago! E se, e se… Espero que faça sol ou frio, porque a liberdade de ser quente ou frio é do tempo. Espero que descubram vacina e medicação eficazes para a COVID-19. Inúmeros pesquisadores atravessam noites infindáveis testando fórmulas para combater o vírus quitador de vidas, encontros, abraços, afagos… As regras de segurança, uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento social não saíram de ideias vazias, questionamentos tolos, bolas mágicas ou falta do que pensar/falar. A imbecilidade será marca registrada deste e de outros momentos da história. Não me restam dúvidas. Bem escreveu Mia Couto: a imbecilidade não será vencida num virar de folha. Questionar é ato de liberdade, independentemente se imbecil ou não. Se não posso marcar a história com genialidade, por que não usar e abusar da imbecilidade para manifestar minha indignação? 

Andreia Donadon Leal 


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