MP pede cassação da candidatura de Dário Saadi à Prefeitura de Campinas por suposta compra de votos | Eleições 2020 em Campinas e Região – SP

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    De acordo com a promotora Simone Rodrigues Horta Gomes, Saadi realizou exames médicos gratuitos no dia 26 de setembro a moradores do Condomínio Residencial Ouro Verde. Segundo ela, o fato pode ser constatado por meio de panfletos distribuídos nos quais foram indicados atendimentos sem custos aos participantes.

    “Salienta-se que o atendimento médico ocorreu com nítido intuito eleitoral, havendo anúncios em rede social por parte de apoiadores da candidatura do representando, com aglomeração de pessoas em busca do exame médico gratuito concedido pelo candidato, tratando-se de agenda de campanha”, destaca Simone ao mencionar que houve descumprimento de artigo da Lei de Eleições.

    “O artigo 41-A da Lei nº 9.504/97 objetiva impedir a corrupção no pleito eleitoral, em que os candidatos, com a fim de obter vantagem ilícito na corrida eleitoral, arrebanham eleitores através de concessão de benesses indevidas. Não se deve olvidar que tal conduta é assaz grave, classificada como compra de votos”, destaca trecho.

    A promotora também pede aplicação de multa devida por conduta ilícita, mas o valor não é indicado.

    Em nota enviada pela assessoria de imprensa, o jurídico da candidatura afirma que a iniciativa do Ministério Público, tomada sem ouvir a parte contrária, ofende princípios básicos do Direito, como a isenção e a paridade de armas.

    “Ao repetir os equívocos revelados, há pouco mais de uma semana, no vazamento ilegal da ação, a promotoria demonstra claro viés político partidário. A coligação “Prontos Pra Campinas” aguarda resposta quanto à ilegalidade dessa manifestação do Ministério Público.

    Em respeito aos eleitores, esclarece que, há quase 20 anos, Dário Saadi realiza gratuitamente uma avaliação médica dos moradores do Residencial Ouro Verde. Ela faz parte do seu compromisso de médico e independe de eleições ou de cargos que ele tenha ocupado.

    Apenas o desespero de adversários pode explicar a transformação desse fato em causa eleitoral.”

    O G1 questionou o MP sobre a afirmação da candidatura de que a Promotoria agiu com viés político e aguarda retorno.

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