Não é só peixe que morre pela boca

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Sabe-se que a indústria alimentícia é uma das principais da economia mundial e influencia diretamente os hábitos e o consumo das pessoas. No entanto, se por um lado as novas tecnologias proporcionam alimentos semiprontos e saborosos, por outro a saúde é posta em xeque. A alimentação atual é responsável pela geração de um expressivo número de doenças. A afirmação é do médico Dirceu de Lavôr que está lançando o livro “Alimentação na geração e cura das doenças”. De forma simples e objetiva, ele descreve o perigo que representa o consumo de alimentos refinados, industrializados e ultra processados. Ao mesmo tempo, esclarece os benefícios dos alimentos integrais, como frutas e verduras para uma vida saudável.

De acordo com o autor, especialista em clínica médica, professor e presidente do Instituto de Ensino e Pesquisa em Saúde (IEPS), a população mundial é “bombardeada” por alimentos de baixa qualidade, produzidos pela indústria alimentícia, alinhada com a indústria farmacêutica, pois a má alimentação leva às doenças que, por sua vez, leva à necessidade de remédios, exames, entre outros, num sistema cíclico e vicioso. “A pergunta que faço sempre nas aulas para reflexão é: para que serve alguém com saúde? Parece pesado ou exagerado, mas o fato é que sem doença a poderosa indústria da saúde não sobrevive”, explica o médico.

Reprodução internet

Em mais de 800 páginas, o Dr. Lavôr aborda esse tema polêmico, alertando que há uma desinformação generalizada tanto por parte da população quanto por parte da própria comunidade médica. Segundo ele, a formação dos profissionais de saúde aborda muito superficialmente a questão da alimentação e muitos passam a carreira toda sem ter muito conhecimento sobre os efeitos dos alimentos no corpo humano. “É inegável o gargalo nas universidades. Como profissionais de saúde deveríamos nos aprofundar no que impacta a saúde do paciente, sabendo que não é só peixe que morre pela boca”, afirma.

Preocupado em levar informação ao máximo de pessoas possível, o médico preparou sua obra, tendo a cautela de elaborá-la sob a ótica científica, ou seja, se debruçou em mais de cinco mil estudos científicos, descobrindo entre outras coisas que a capacidade de uma alimentação equivocada em gerar doenças é enorme. Organismos internacionais e o Instituto Nacional do Câncer- Inca atestam, por exemplo, que 35% de todos os tipos de câncer existentes no mundo são gerados pela alimentação. “Estima-se que atualmente, cerca de 75% da dieta ocidental seja composta de vários alimentos processados, o que implica no consumo anual de 8 a 10 libras de aditivos alimentares por pessoa.”, revela o médico, acrescentando que corantes potencialmente cancerígenos e outros elementos químicos destrutivos são consumidos de forma inconsequente.

Ele finaliza dando o alerta de que diabetes, hipertensão arterial, obesidade, disfunções cardiovasculares e câncer adquiriram caráter epidêmico e tudo isso sob os olhos das autoridades. “Antigamente, propaganda de cigarro era associada à vida, esporte e saúde. Conseguimos mudar isso e a publicidade foi tolhida. Mas e o álcool, as frituras, os ultra-processados e os embutidos? Precisamos refletir a respeito”, conclui o Dr. Lavôr.



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