Projeto de lei quer controlar venda de uniformes e fardas militares no RJ | Rio de Janeiro

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    Um projeto de lei, apresentado na Assembleia Legislativa (Alerj), quer controlar a venda de uniformes e fardas militares no RJ. A ideia surgiu com o grande número de apreensões de roupas militares, o projeto propõe criar regras mais rígidas para dificultar a compra destas roupas nas lojas oficiais.

    Pelo projeto, do deputado Dionísio Lins, do Progressistas, será preciso criar um cadastro de identificação para quem quiser comprar uniformes das forças de segurança, nas lojas especializadas.

    Este cadastro, com todos os dados do comprador, servirá para se ter controle absoluto de quem adquire uniformes de policiais e de militares.

    “Não é mais possível as pessoas chegarem, adquirir um camuflado, por exemplo, uma farda da PM, uma farda militar e sequer se apresentar dizendo quem é, qual a patente, de onde pertence a sua, o seu segmento de trabalho”, contou o deputado.

    O deputado sugere ainda um toque de tecnologia na produção das roupas para identificar o comprador.

    “Eu acho até que para dificultar essa questão, nós poderíamos criar os uniformes com holográfica e aí você teria como conduzir aqueles que estão fazendo a sua utilização”, disse Dionísio Lins.

    O tema voltou à discussão com fardas no interior de um carro com adesivos dos bombeiros, bonés, botas e uma réplica de fuzil e granadas. O material pertencia a criminosos que pretendiam assaltar a agência bancária do quartel-general da corporação, na Praça da República.

    O plano vinha sendo investigado, há três meses, pelo Serviço Reservado dos Bombeiros.

    Na quarta-feira, o RJ2 mostrou traficantes que invadiram o Morro da Covanca, na Zona Oeste do Rio, em 2020, vestindo roupas táticas e camufladas, como as que são usadas pelas forças de segurança.

    Os criminosos, em guerra com milicianos, embarcam em um caminhão, estacionado dentro de um condomínio de alto padrão.

    O delegado Delmir Gouvêa questionou a facilidade com que criminosos conseguem comprar este tipo de roupa.

    “O grande problema nisso tudo é que há uma fragilidade na legislação. Eles compram esse fardamento e acessórios em lojas oficiais. Há um descontrole na fiscalização, essa legislação precisa ser revista, melhor definida, para coibir essa facilidade de aquisição”, disse Delmir Gouvêa.

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