Quando urgência é o contrário de pressa

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Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

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Atenção habitantes do Planeta Terra em 2021!

Estamos em 2021, acabamos de virar o ano. E não foi um ano qualquer, foi “O ano”. Em 2020 aprendemos que somos um só, que o Planeta Terra é um sistema vivo. Aprendemos que podemos ser resilientes, que precisamos do outre e que somos pequenes, muito pequenes diante da força da natureza. Ou seja, 2020 foi o ano do chacoalhão que precisamos para entender de vez nosso papel no ecossistema e mudar o rumo de algumas situações no Planeta, não é mesmo? Óbvio, claro… SÓ QUE NÃO!!

Em meio a tantas vidas perdidas, a tanto medo do invisível, ao medo da morte, de perder pessoas queridas, de perder o convívio social e ficar confinade, ainda assim, continuamos vendo velhos paradigmas em nosso meio, alimentados pela mídia e por ideologias conservadoras. Os paradigmas do TER, da PRESSA e do SUCESSO ainda permeiam nosso dia-a-dia, mesmo que pandêmico. E eu me pergunto: o mundo parou, nos virou de cabeça para baixo e ainda assim, continuamos alimentando velhos padrões que nos levam a insanidade e a insalubridade… então, o que será preciso mais acontecer para que todes despertem?!

Essa pergunta tem me acompanhado, dia e noite. O que é preciso acontecer para que a sociedade, de fato, enxergue seus limites, o limite dos ditos “recursos naturais”, e aceite que não somos mercadorias, que tempo não é dinheiro e que dinheiro não é sinônimo nem de sucesso, muito menos de felicidade? Quem se sentiu chacoalhade em 2020 está fazendo o que com este “singelo” agito? E quem não sentiu, que privilégios são esses que o mantém a salvo (na bolha)? Vale a pena continuar vivendo assim, anestesiade da realidade? Habitar o Planeta Terra em 2021 requer muita reflexão. Requer olhar para si diante dos velhos paradigmas.
O paradigma do ter sobrevive a pandemia.

Quando me vi assistindo, incrédula, a uma propaganda de carro em meio ao noticiário de mortes e do colapso do sistema de saúde, senti vergonha, vergonha de estar neste mundo que valoriza o materialismo, o luxo e o consumo. O paradigma da pressa, então, esse reina absoluto. Nos tempos em que o tempo parou, por que insistimos em sempre correr contra o tempo? Menos tempo no trânsito não significa mais tempo para olhar para si, e sim, para mais vídeos conferências na lista, afinal, precisamos sentir o gostinho da correria, não é mesmo? Eis aí o terceiro paradigma, que deriva dos outros dois anteriores: sucesso. Se eu tenho, compro e consumo e estou com pressa, correndo e sem tempo de preparar minha comida ou brincar com meus filhes, ou mesmo sem tempo para dormir, tenho sucesso. Estou realizada como pessoa e correspondi a tudo que esperavam de mim quando estou “sem tempo”.

Em meio a essa transição planetária a qual estamos passando, começam a ganhar certo destaque (espero que nem sempre pautado pelo marketing verde) produtos mais ecológicos, mais “sustentáveis” (numa próxima oportunidade discorreremos aqui sobre o porquê das aspas na palavra sustentável). Exemplos disso são: copinhos coletores, copos retráteis, canudos dobráveis, fraldas ecológicas, minhocários domésticos, etc. Só que usar alguns destes “novos” produtos (alguns deles só copiam objetos que nossos bisavôs usavam) requer vontade de mudar, dedicação e TEMPO. Tempo de experimentar, tempo de se cuidar, tempo de respeitar o corpo, etc. Então, não adianta, por exemplo, querer usar fraldas ecológicas no seu filhe, que vai te exigir, ao menos no começo, um pouco mais de tempo para lavá-las, se continuar prese no paradigma da pressa. Assim como não adianta querer comer melhor, mais saudável e com menos lixo, se não dedicar seu tempo para cozinhar para você mesmo ou invés de pedir um delivery qualquer.

Em 2020 foi muito fácil ser irônica e hipócrita! Levar o chacoalhão do Coronavírus e não mudar nada na forma de enxergar o ecossistema! Em que tempo você vive? O que você tem feito do seu tempo vital em 2021? A vida com pressa não encaixa, mesmo, com ecologia e saúde. A mudança é urgente e demanda dedicação. E essa talvez seja uma das únicas situações em que a urgência não é sinônimo de rapidez, muito pelo contrário. O quanto você tem se dedicado? Não vai me dizer que é por falta de tempo, vai? Pare, realmente pare (se o Corona ainda não te parou) e pense: o que é habitar o Planeta Terra em 2021!?



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