Saiba como funcionam tratamentos anti-stress para os cabelos

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(foto: Pixabay)

Manter os cabelos com volume, brilho e fios saudáveis não é tarefa fácil, mesmo em tempos tidos como “normais”. A situação fica ainda mais complicada em tempos tão angustiantes quanto os que estamos vivendo. A cabeleira sente como qualquer outra parte do nosso corpo os efeitos de uma baixa das emoções. Um dos efeitos sobre ela é o chamado eflúvio telógeno, distúrbio que provoca o enfraquecimento temporário dos fios e sua queda precoce, geralmente motivado por um estresse agudo e com grande impacto na vida de cada um – a perda de uma pessoa querida, do emprego, uma grande mudança na rotina, uma cirurgia, são exemplos. Estudos recentes mostram que a infecção por Covid 19 também pode desencadear o distúrbio. A boa notícia é que esse tipo de queda costuma ser um evento pontual e há tratamento para diminuir seus danos.

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Emilene Torres vivenciou a queda de fios aps enfrentar a infeco pelo novo coronavrus: “Percebo que muitos fios novos esto nascendo, mas ainda no recuperei o volume de antes da infeco” (foto: Arquivo pessoal)

O cirurgião plástico André Giannini, coordenador do serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Lifecenter e especialista em restauração capilar, diz que estudos recentes demonstram relação direta entre a Covid-19 e a queda dos fios. A hipótese mais aceita até o momento é que a infecção pelo novo coronavírus desencadeia o eflúvio telógeno. “Estudos mostram uma brutal perda capilar em pacientes acometidos pela doença. A queda é temporária, mas pode-se levar meses para recuperar o cabelo perdido”, explica André. Segundo ele, o contexto atual da pandemia, com isolamento dos amigos e familiares que já dura um ano, além do cenário de medo e depressão pela perda de pessoas queridas, estão diretamente ligados ao estresse e, assim, ao aumento da queda. “Notamos um crescimento próximo a 80% na procura pelos tratamentos capilares”, diz o médico.

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Dbora Ramos intensificou os cuidados com os fios durante a pandemia: “O autocuidado ajuda a equilibrar as emoes” (foto: Arquivo pessoal)

Os sintomas descritos por André Giannini foram, de certa forma, experimentados pela empresária Emilene Torres. Em novembro do ano passado, ela se contaminou com o novo coronavírus. “Fiquei 10 dias de cama, me sentindo muito mal”, lembra. Emilene felizmente conseguiu se recuperar e retomar sua rotina. Mãe de duas crianças, de 6 e 10 anos de idade, durante a pandemia ela acumulou funções da sua empresa, com a missão de acompanhar os filhos nas aulas on-line, além de assumir tarefas domésticas extras. Um conjunto que ajudou a fazer crescer o estresse. Dona de cabelos longos e brilhantes, que recebem elogios dos amigos, os fios sentiram a infecção pelo coronavírus e do ambiente estressante da pandemia. Emilene viu os cabelos caírem muito depois da doença e por isso fez um acompanhamento médico. “Mesmo tendo muito cabelo, senti uma grande queda depois da Covid. Percebo que muitos fios novos estão nascendo, mas ainda não recuperei o volume de antes da infecção.” Como parte dos cuidados com os cabelos, ela procura manter a alimentação equilibrada e pratica, sempre que possível, ou que a pandemia permite, aulas de boxe.

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A dermatologista Daniela Menin explica que aps um estresse agudo os cabelos podem cair de forma precoce e vo precisar de um tempo para voltar a crescer: “A hidratao, o uso de protetores solares e anti-trmicos, os produtos certos para cada tipo de cabelo, e a menor quantidade possvel de qumica ajudam nos cuidados da haste capilar” (foto: Renata Mello/Divulgao)

Esse ciclo enfrentado por Emilene é explicado pelos dermatologistas como um comportamento esperado. Daniela Menin, dermatologista, especialista em tricologia e cirurgia capilar, diz que depois da queda associada a um estresse agudo, o cabelo vai precisar de alguns meses para ir retomando seu crescimento. Caso esse movimento não aconteça, pode haver uma calvície associada. É preciso ficar atento também a esse fator. A queda de cabelos pode também estar relacionada a alguma carência de vitaminas, de ferro ou proteína, além de enfermidades, mas só uma investigação médica pode concluir a causa exata. A boa notícia é que existem tratamentos que unem medicamentos, tópicos e orais, uso de LED, mesoterapia (uso de substâncias que estimulam o crescimento) e até transplante capilar. O modelo de vida saudável ajuda na busca por cabelos brilhantes e bonitos. “A hidratação, o uso de protetores solares e anti-térmicos, além da opção por produtos certos para cada tipo de cabelo, e a menor quantidade possível de química ajudam nos cuidados da haste capilar”, ensina Daniela. Ela reforça que o estresse diário, com preocupações rotineiras, também pode agir sobre os cabelos, acelerando um outro efeito: a canície, ou o envelhecimento dos fios, que ficam brancos.

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Especialista em tricologia, Kdima Nassif diz que o controle do estresse e uma rotina saudvel tem impactos positivos nos fios: “O mais indicado controlar a causa da ansiedade, com alimentao saudvel, atividade fsica e psicoterapias.” (foto: Divulgao)

O estresse é mesmo um vilão e por isso a melhor saída pode ser, na medida do possível, controlar as suas causas. Dermatologista e especialista em tricologia, Kédima Nassif explica que além de momentos agudos como a infecção pelo coronavírus, que traz uma modificação no metabolismo, esse estresse do dia a dia, com noites de insônia e longos períodos de vigília e preocupações pode trazer outros danos, como uma piora do couro cabeludo a partir do aparecimento de sintomas como a seborreia ou psoríase, impactando na saúde dos fios. O ganho de peso também pode favorecer a produção de hormônios que interagem com a raiz aumentando a queda. Kédima observa que existem tratamentos variados, inclusive que prolongam o crescimento da haste, o que tem efeito positivo melhorando a queda. “O mais indicado é controlar a causa da ansiedade, com alimentação saudável, atividade física e psicoterapias.” Esse foi o caminho trilhado pela consultora de beleza Débora Ramos. Dona de um supercabelão loiro, Débora recebe elogios quase que diariamente, mas já passou momentos de dificuldades com o estresse, que se refletiram nos fios. Mesmo antes do início da pandemia, ela sentiu os efeitos do estresse no couro cabeludo e precisou da ajuda de um dermatologista para controlar os sintomas. Apesar das dificuldades emocionais trazidas pelo novo coronavírus, Débora conta que não abandonou a rotina de cuidados. Ela usa produtos indicados para seu tipo de cabelo, hidratações de rotina e cremes. “Acho que a possibilidade do autocuidado ajuda a equilibrar as emoções nesse momento de pandemia, o que reflete na saúde.”

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Andr Giannini diz que no perodo da pandemia a busca por tratamentos capilares cresceu em at 80%: “Estudos mostram uma brutal perda capilar em pacientes acometidos pela doena. A queda temporria, mas pode-se levar meses para recuperar o cabelo perdido” (foto: Divulgao)

Apesar de todas as preocupações que causam a queda dos cabelos, é preciso ressaltar que ela, em si, é normal. “Diariamente perdemos cerca de 100 fios”, diz André Giannini. No couro cabeludo, há, simultaneamente, fios em diferentes estágios: alguns estão crescendo, outros estabilizados e outros caindo. O cabelo cai e se renova diariamente. Um ciclo que pode até nos inspirar nesse momento da pandemia.

Dicas para cuidar da saúde dos cabelos:

  • Fique atento: não devemos somente nos preocupar com o volume de cabelo que cai, devemos observar o volume que fica. Se você tem a sensação de que pode estar com uma queda mais acentuada, procure o um médico
  • Controle o estresse: o estresse agudo gera altas taxas de cortisol no organismo, o que também leva à perda dos cabelos. Em situações de estresse, o corpo não entende que os cabelos são importantes. Havendo demandas maiores de vitaminas e proteínas, o organismo usará também os nutrientes que antes eram direcionados aos fios
  • Em caso de estresse, a produção de estriol, substância que impede a entrada de nutrientes na região capilar, é acelerada e, consequentemente, freia o crescimento dos cabelos

Para atenuar a perda capilar: 

  • Tenha uma alimentação variada, com ingestão de sucos de frutas e vegetais e consumo de vitaminas como biotina
  • Qualquer atividade que diminua o estresse é bem-vinda como ioga, psicoterapia, massagem capilar, meditação, atividades físicas regulares e atividades lúdicas
  • Evite o uso de álcool, cigarros e drogas ilícitas, pois podem pioram a queda capilar
  • Ao lavar os cabelos diariamente use água morna para fria e tome sol com moderação



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