Santos articula plano para reabrir o comércio, mas ainda não há data definida | Santos e Região

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    A Prefeitura de Santos, cidade do litoral de São Paulo, está articulando a criação de um plano para a retomada do comércio junto à Associação Comercial de Santos (ACS). Um grupo técnico trabalha com a possibilidade de iniciar a reabertura no dia 11 de maio, mas ainda não há uma data definida. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) diz que o início da flexibilização está diretamente ligado ao comportamento da população e às condições da Saúde em Santos.

    As restrições ao comércio começaram no dia 22 de março, devido à pandemia do novo coronavírus. Em entrevista à TV Tribuna, o prefeito disse que a reabertura gradual dependerá de critérios técnicos, como o número de casos confirmados na Cidade, o número de óbitos, a taxa de ocupação dos leitos e a capacidade de testagem.

    “Precisamos medir quanto o sistema de saúde da Cidade está comprometido e também verificar a nossa capacidade de fazer testes. A testagem é muito importante para identificar casos, isolar as pessoas que estão contaminadas e liberar para o trabalho aqueles que tiveram contato com o coronavírus e já estão imunizados”, explica.

    O prefeito participou de uma reunião virtual com representantes da Associação Comercial de Santos, nesta segunda-feira (27), para incorporá-los ao grupo técnico formado para planejar a retomada. “Precisamos estabelecer regras de distanciamento, higienização e medidas preventivas, como o uso de máscaras, para permitir a reabertura gradual. A ACS nos ajudará a aperfeiçoar esse trabalho”.

    Paulo Alexandre Barbosa participou de reunião com a Associação Comercial de Santos — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

    Paulo Alexandre Barbosa participou de reunião com a Associação Comercial de Santos — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

    De acordo com o chefe do executivo municipal, ainda não é o momento para a flexibilização, mas é importante que a prefeitura esteja preparada para colocar esse plano em prática quando for necessário. Ele ainda garante que a retomada das atividades econômicas é necessária, mas que deve ser feita com muita responsabilidade.

    “Vamos tomar as decisões baseadas na ciência para que não cometamos erros. Vimos casos de cidades que abriram os comércios e depois tiveram que retroceder, inclusive, com prejuízo de vidas que foram perdidas. Isso nós não vamos permitir. Independente das orientações, vamos seguir os critérios e, a partir do momento que estejam devidamente cumpridos, promoveremos as flexibilizações”.

    O prefeito de Santos explicou ainda que esse plano de reabertura prevê incentivos para ajudar os comerciantes e os pequenos empreendedores a retomarem suas atividades e manterem seus negócios, uma vez que entende a dificuldade que estão enfrentando durante a quarentena. Esses incentivos podem ocorrer por meio da suspensão de cobrança ou descontos.

    O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), prorrogou a quarentena até 10 de maio, visando aumentar o índice de isolamento social e diminuir a curva de crescimento da doença, e avalia a reabertura gradual dos comércios a partir de 11 de maio. Porém, segundo apurado pelo G1, o prefeito de Santos não é obrigado a seguir a mesma data e tem autonomia para manter os comércios da Cidade fechados por mais tempo se achar necessário.

    “Queremos retomar as atividades. Ninguém é mais interessado do que eu, como prefeito, de trazer essa boa notícia de que vamos retomar as atividades econômicas. Mas, neste momento, precisamos salvar vidas, e estimular a circulação é colocar vidas em risco. Precisamos conscientizar as pessoas de que é momento de se isolar. Quem está na rua contribui para que a gente demore mais para autorizar a reabertura dos comércios. Quem puder, fique em casa. Saiu por necessidade, use máscara”.

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