Slow Food: conheça o movimento gastronômico que valoriza a qualidade de vida – Revista Glamour

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Você já ouviu falar de Slow Food? O movimento não nasceu com a pandemia do coronavírus, muito pelo contrário. O conceito tem origem em 1986 na Itália e pretendia retomar o prazer de comer sem pressa. Conversamos com o chef Gustavo Pereira, da Partager Buffet e Gastronomia, para entender mais sobre essa tendência. 

“Nos últimos anos, a gente viveu a onda do Fast Food. Ninguém tinha tempo para elaborar e nem pensar em uma comida saudável, preparada com dedicação. Com a pandemia, muitas pessoas voltaram o olhar para a cozinha da própria casa e passaram a pensar na gastronomia de uma forma diferente”, diz Gustavo.

O movimento Slow Food tem como essência que comer é fundamental para viver. “É uma premissa básica, mas por trás dela tem uma série de preocupações que tem ganhado força. O cuidado com a biodiversidade da terra, com as tradições e o respeito aos locais que estão cada ingrediente regem também esse conceito”, explica o chef. “Ele se opõe a tendência de padronização de alimento no mundo. O Slow Food defende que os consumidores estejam muito mais informados sobre aquilo que estão colocando à mesa.”

Slow Food: conheça o movimento gastronômico que valoriza a qualidade de vida (Foto: getty images )

O conceito, portanto, gira em torno da responsabilidade – desde os pequenos produtores até à grandes nações. “Fora do Brasil, a gastronomia é considerada cultura. O movimento do Slow Food opera mundialmente com as Nações Unidas, que faz questão de olhar para a agricultura e para o mercado de alimentação do planeta”.

Mas, como colocar o Slow Food em prática?

Gustavo explica que no Brasil o movimento não tem uma grande organização por trás, justamente por isso ele só vai ganhar força quando os próprios chefs passarem a trabalhar e divulgar o conceito. “A pandemia já fortaleceu um pouco isso, porque as pessoas passaram a se preocupar mais com pequenos produtores, padarias locais e onde comprar o seu alimento. O movimento Slow Food é muito mais do que ter tempo para comer. É sobre a preocupação com uma cadeia de processos”, revela.

Na sua culinária, Gustavo utiliza apenas produtos 100% artesanais ou de pequenos produtores bem selecionados, possibilitando uma catalogação dos ingredientes. “Quando eu levo uma cesta, por exemplo, para o meu cliente, ele vai saber exatamente de onde veio cada item que está ali. A pessoa vai viver a experiência gastronômica como ela realmente deveria ser sempre.”

Chef Gustavo Pereira (Foto: Divulgação)

Chef Gustavo Pereira (Foto: Divulgação)

Os benefícios

Além da qualidade na alimentação, o movimento traz também a conscientização do consumidor de saber o que ele está colocando na mesa – e os cuidados que o produtor teve com a sua comida.

“Um pequeno produtor de pão artesanal não vai te vender o pão na hora que você quer. A fermentação é natural e tem o seu próprio tempo, é isso que está em jogo no Slow Food. Você vai ter o melhor ingrediente e, consequentemente, o melhor pão porque soube esperar por ele”, diz Gustavo. O chef explica de forma ainda mais didática: “Restaurantes que tem cardápio fixo, por exemplo, não estão sintonia com o Slow Food porque você não consegue garantir que todos os ingredientes estarão disponíveis o ano inteiro. Morango no verão não existe. A fruta é sazonal e se você está ingerindo, muito provavelmente ela está com agrotóxico”.

O movimento Slow Food, então, não está ligado somente à gastronomia, mas também ao meio ambiente. “É inútil forçar o ritmo da vida. Você comer bem é você entender o processo de cada ingrediente. A arte de esperar é a arte de comer, por isso o Slow Food”, finaliza Gustavo.



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