Startup fatura com a venda de refeição saudável em garrafas – Pequenas Empresas Grandes Negócios

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Morgan Dierstein, fundador e CEO da Foodz (Foto: Divulgação)

A vida corrida e a falta de tempo para se alimentar de forma adequada são realidades dos tempos modernos, principalmente na pandemia. Reconhecendo o paradoxo entre ter um dia a dia agitado e a alimentação saudável, Morgan Dierstein procurou uma forma rápida e eficiente de suprir as necessidades do corpo humano. Da solução encontrada nasceu a Foodz. A startup deu as caras no mercado ainda em 2020 e no fechamento do ano soma uma receita de R$ 100 mil.

Nascido na França, Dierstein é formado em administração e tem experiência em startups. Após morar por quatro anos nos Estados Unidos, o fundador da Foodz voltou ao país natal para fundar uma empresa de tecnologia, que posteriormente acabou sendo vendida. Apesar de atuar no mercado francês, Dierstein escolheu o Brasil para fincar raízes e fundar um negócio.

A primeira vez que veio ao Brasil foi a turismo. Ao se apaixonar pelo local e pelo povo, resolveu vender tudo o que tinha e fixar residência por aqui. Já empregado, Dierstein uniu uma necessidade a uma ambição. “Faltava um pouco desse apego, desse fogo de empreendedorismo. Eu sentia muita falta disso e, nos dias corridos, às vezes eu pulava refeições”, afirma o CEO.

A Foodz surgiu de forma caseira. Com a idealização de uma refeição rápida, mas ao mesmo tempo nutritiva, o fundador passou a fazer testes em casa. “O primeiro não era nem um pouco gostoso, mas comecei a ver que havia empresas que poderiam me ajudar a produzir”, lembra Dierstein. Com um investimento inicial de R$ 300 mil, ele partiu em busca dos fornecedores certos para dar forma e conteúdo ao que tinha em mente.

Da concepção ao lançamento

O processo de criação até o lançamento do produto durou 10 meses. Segundo o empreendedor, um dos principais desafios foi estruturar uma linha de produção para captar fornecedores. “Queríamos uma refeição completa, com todos os nutrientes, e foi preciso convencer os fornecedores a parar tudo e apostar no negócio. Acredito que quem consegue fazer inovação não é a própria indústria, e sim alguém que vem de fora dela”, diz.

As refeições na garrafa, chamadas de “smart food”, são produzidas a partir de uma análise sobre as necessidades nutricionais de um indivíduo, feita por engenheiros de alimentos. Após identificar e construir a tabela nutricional ideal para cada pessoa, a equipe de produção realiza uma seleção dos ingredientes mais adequados para atender à demanda.

Para suprir a parcela de gordura, por exemplo, a Foodz utiliza leite de coco, uma alternativa mais saudável. “A gente pensou em escolher os melhores ingredientes para providenciar todos esses nutrientes até chegar nessa refeição completa”, explica. O resultado é uma refeição pronta para ser ingerida após a adição de água.

Produtos da Foodz (Foto: Divulgação)

Produtos da Foodz (Foto: Divulgação)

Oferecendo sabores como tomate, capuccino e chocolate, a startup faturou R$ 60 mil apenas no mês de lançamento, pelo e-commerce. Em dezembro, esse número já saltou para R$ 100 mil. “Hoje a gente vê dois tipos de clientes: o que está na correria o tempo inteiro, como mães, médicos de plantão e outras pessoas que não têm tempo para cozinhar; e outras que apenas buscam praticidade e uma opção mais saudável que um fast-food, por exemplo”, afirma Morgan.

Entre o digital e o físico: os caminhos para a expansão

O CEO afirma que muito do sucesso da Foodz se deve às ações da marca nos canais digitais. O principal canal de venda é o e-commerce e as campanhas para divulgação dos produtos são feitas em grande parte no Instagram

Apesar do sucesso na internet, o grande desafio para a startup hoje é encontrar pontos de venda para que a marca esteja presente também em meios físicos. Hoje, as refeições em garrafa são vendidas nas unidades do Mundo Verde de São Paulo.

Para 2021, o time de seis pessoas espera chegar a 20 membros, Além disso, a empresa quer levar seus produtos para grandes varejistas ao redor do país, como Carrefour e Pão de Açúcar – o que pode render à Foodz um faturamento anual de R$ 5 milhões, segundo estimativas do empreendedor.

Com foco no engajamento e na fidelização dos clientes, a empresa também planeja lançar no primeiro semestre do ano que vem um clube de assinaturas, além de estruturar um programa de embaixadores da marca.



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