uma das consequências da pandemia de que não se fala

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Fome emocional: uma das consequências da pandemia de que não se fala

A NiT e a nutricionista Mafalda Rodrigues de Almeida explicam-lhe como ultrapassar este estado psicológico.

Não está sozinho nesta luta.

A pandemia veio evidenciar sentimentos negativos e estados de stress, ansiedade ou, em alguns casos, de pânico. Cada pessoa reage à sua maneira, sendo que uma grande parte já se apercebeu de que a forma como se sente influencia aquilo que decide comer e até o apetite. Portanto, se esta descrição lhe é familiar, saiba que não é o único. E mais: existem soluções. Mas já lá vamos.

“Enquanto para algumas pessoas, as emoções negativas podem induzir a perda de apetite e uma menor ingestão alimentar, para a outra grande maioria, provocam um aumento do apetite que leva consequentemente a uma maior ingestão alimentar,  que se caracteriza habitualmente pela procura de ‘comida de conforto’, que por norma são alimentos calóricos, ricos em hidratos de carbono e gordura e/ou açúcar, do qual são exemplos, as batatas fritas, bolos, bolachas, croissants, entre outros”, começa por explicar a nutricionista Mafalda Rodrigues de Almeida.

Segundo a especialista e autora do blogue NiT “Loveat”, a preferência por este tipo de alimentos acontece porque os hidratos de carbono estimulam a produção de uma substância, denominada serotonina. Esta tem um efeito positivo no humor e confere bem-estar.

É agora que interessa falar dos tipos de fome — sim, existe mais do que um e nem sempre conseguimos distingui-los à primeira tentativa. Um deles é a fome psicológica, que é gradual, paciente e provém de uma necessidade. Por outro lado, temos a psicológica ou emocional, que se manifesta quando se come para distrair, compensar ou lidar com emoções negativas, como stress, ansiedade, frustração, medo, tristeza, tédio, depressão e fadiga. Ao contrário da anterior, esta é uma fome súbita e urgente. Como se não conseguíssemos acalmar-nos sem comer.

“Tendo em conta que estes são estados emocionais associados à pandemia, devido a diversos fatores como, mudanças repentinas no estilo de vida  e o desconhecimento sobre o vírus e sobre o que está por vir, muito provavelmente o aumento do apetite que muitas pessoas sentiram e podem continuar a sentir, trata-se na verdade de fome emocional”, alerta à NiT a nutricionista.

O resultado neste tipo de desejo emocional é sempre o mesmo: acabamos a comer mais do que precisamos e, habitualmente, alimentos pobres no que diz respeito à composição nutricional. A longo prazo, isto pode traduzir-se no aumento de peso, obesidade ou numa relação tóxica com a comida, e intensificar os sentimentos negativos.

Se ganhar peso, pode ter a sua autoestima afetada, desvalorizar-se e até sentir culpa por ter comido de forma exagerada. “Estes sentimentos podem aumentar ainda mais a fome emocional e criar um ciclo vicioso entre a ingestão compulsiva de alimentos calóricos e emoções negativas”, diz Mafalda Rodrigues de Almeida, acrescentando que é fundamental garantir que controla a sua alimentação.

Faça este exercício: quando sentir fome, pare e pense “porque é que eu quero comer?” Será que já se passaram algumas horas desde a última refeição e precisa mesmo de me alimentar, ou será que sente esta necessidade para compensar algo mais, como tristeza, uma discussão ou problemas no trabalho? 

“Após esta reflexão, se chegou à conclusão que o que sente é fome emocional, e até conseguiu identificar a sua causa, tenha em consideração que deu um grande passo. Em seguida, tente obter conforto de outra forma e com algo que lhe tire o pensamento da comida. Experimente ligar um amigo, praticar exercício físico, ouvir música, ler um livro ou ver um filme, o importante é que procure alternativas que funcionem para si. Vai ver que o facto de ter conseguido controlar a fome emocional ainda o vai fazer sentir-se melhor”, recomenda a especialista.

Outra forma — talvez a mais simples — de garantir que não entra nesse ciclo vicioso é evitar ter em casa alimentos tentadores, como chocolates e bolachas cheias de açúcar. Em vez disso, tenha sempre legumes, fruta e snacks práticos preparados, que facilitem a adesão a uma alimentação saudável e equilibrada.

Se anda sem ideias de receitas saudáveis para fazer em casa, carregue na galeria para conhecer algumas propostas da autora do blogue NiT “Loveat



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