Você tem fome de quê?

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Como os novos hábitos nutricionais influenciam seu bem-estar?

Quem pôde passar a pandemia em home office acabou ficando cara a cara com seus hábitos alimentares. Teve quem se alimentou pior, por conta da ansiedade e as incertezas em relação ao futuro, mas teve também quem, por colocar a mão na massa na cozinha, tenha se preocupado mais com a qualidade de suas refeições. Segundo pesquisa feita pela USP, divulgada no final do ano passado, o hábito de cozinhar durante a quarentena aumentou para 28% das mulheres brasileiras, de diferentes classes sociais e estados nutricionais. 

Para falar sobre como a alimentação impacta no dia a dia das mulheres, a Casa Tpm 2021 reuniu Bruna Lombardi, atriz, escritora, poeta, roteirista e palestrante, Egnalda Côrtes, fundadora e CEO da Côrtes e Cia, primeira agência de influenciadores negros da América Latina, e Alessandra Feltre, nutricionista, autora de livros sobre alimentação e ex-atleta de vôlei e bailarina. A mesa “Sua melhor versão começa pela alimentação” contou com mediação de Andréa Bisker, empreendedora, future thinker, mentora, conselheira e especialista em comportamento de consumo, e foi oferecida pela Puravida. 

Mão na massa 

Alessandra Feltre é do time que arregaçou as mangas na cozinha e, por ter trabalhado home office durante a quarentena, conseguiu ter mais tempo e criatividade para preparar suas refeições. “Em casa tenho a possibilidade de ter acesso a bons ingredientes e mais criatividade para ter uma alimentação saudável, que é tudo que eu prezo, pratico e estudo”, conta a nutricionista. 

Bruna Lombardi também diminuiu o ritmo na pandemia e viu a qualidade de suas refeições melhorar: “Minha vida sempre foi muito enlouquecida, muita gravação, muito estúdio, muito avião e pouco tempo. Mas aprendi a convocar esse tempo no instante em que eu me alimento. Onde quer que você esteja, dentro de qualquer circunstância, você pode ter uma respiração legal, um momento de contemplação e fazer uma boa alimentação”, conta a atriz e fundadora da Rede Felicidade, comunidade que desenvolve e compartilha conteúdos motivacionais e dicas de equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Ela ainda lembra que o mais importante quando se trata de nutrição é você querer. “Nunca acreditei em dieta. Acho que não adianta ir contra aquilo que a gente quer, porque quando isso acontece, cria-se um conflito interno, um desgaste”, diz.  

Com açúcar, com afeto 

Alessandra explica que a melhor forma de conseguir uma melhora, seja de sua condição clínica, ou de sua composição corporal, é o equilíbrio. Para ela, essas dietas malucas e restritivas acabam gerando frustrações e infelicidade. “A gente quer tudo num tempo tão curto que nos deparamos com radicalismos e sacrifícios alimentares, quando o adequado seria o equilíbrio no alimentar-se, no movimentar-se e no viver bem. O que vai impactar na sua saúde e no seu corpo não é o que você faz entre o Natal e o Réveillon, mas o que você faz do Réveillon ao Natal”, compara a nutricionista, que diz não ver problema algum em comer algo diferente de vez em quando. “A gente tem que buscar o que nos deixa feliz, até mesmo porque o corpo libera substâncias quando estamos felizes que contribuem para a nossa saúde”.

Egnalda Côrtes também endossa o coro. A fundadora da primeira agência de influenciadores negros da América Latina acredita que a alimentação também precisa passar pelo lugar do afeto e não da culpa e paranoia: “Obviamente que não é legal ficar comendo farinha branca, mas tive meus momentos durante a pandemia de fazer bolinhos destes que as avós faziam. Minha filha quis testar também, teve essa questão da alimentação como lugar de afeto, de transmitir experiências. Aqui em casa todo mundo entrou na cozinha, é uma microssociedade, um quilombo que todos tiveram as suas responsabilidades”. 

Sororidade 

Para encerrar a mesa, Egnalda aposta na união de mulheres como força motora de qualquer empreitada: “São tantas as medicinas que a gente pode adentrar e buscar para nossas curas pessoais. Termino essa conversa chamando as pessoas a entender qual é o seu brilho, que todas nós temos, e entender que esse brilho não diminui o outro, muito pelo contrário: quando a gente brilha, ilumina o caminho de quem está à nossa volta”.

Confira abaixo o bate-papo “Sua melhor versão começa pela alimentação” na íntegra:

 



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